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Falta acertar a data, mas José Nêumanne Pinto virá a João Pessoa lançar o seu título mais recente, O Silêncio do Delator, editado pela Girafa, de São Paulo. O livro tem 541 páginas e figura no site de busca Glooge com um número ainda maior de registros. Periga figurar no Guinness Book como obra literária de autor paraibano mais citada na internet.
Bem merecido, segundo quem já devorou o volume, a exemplo de Ipojuca Pontes, que escreveu bela resenha para o suplemento de cultura do jornal Gazeta Mercantil, do qual é habitual colaborador. Como a coluna é suspeita com relação a Ipojuca, segue trecho da resenha de Affonso Romano de Sant'Anna para o Prosa & Verso de O Globo:
"Quem viveu os míticos anos 60 vai ler com prazer 'O silêncio do delator', de José Nêumanne. Usando a técnica de fragmentos e fazendo falar um narrador já morto, de maneira leve e irônica refaz uma época que outros trataram apenas pateticamente. No meio dessa ficção que se faz hoje cheia de balas, assassinatos, perversões e morbidez, chega a ser um alívio ler esse livro. É como ouvir uma lépida canção de bossa nova depois de um tango pesado.
"Lembram-se do filme 'Invasões bárbaras', de Denys Arcand, aliás mencionado no livro? É o que há de mais próximo para lhes passar a idéia do livro de Nêumanne que realizou, de modo original, aquilo que tantos tentaram - 'o romance de minha geração"'.
Que venha logo o Zé!
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