Em setembro de 2002, o poeta Jiddu Saldanha me pediu um texto de dez linhas para fazer parte de um manifesto que ele estava coordenando contra a barbárie, motivado pelos terroristas chechenos que mataram crianças nas escolas, pelos maus tratos aos prisioneiros de Guantánamo, pelo sangue derramado no Iraque invadido pela insanidade de George Bush, pela morte do casal de adolescentes pela quadrilha liderada por Champinha, etc. Escrevi um poema de dez versos e lhe mandei. Não chegou a ser aproveitado. Acho que o manifesto nem circulou. Mas o poema continua muito atual, como comprova a chacina do menino João Hélio Fernandes, arrastado dependurado pelo cinto de segurança ao carro da mãe assaltado por um bando de facínoras por um longo percurso em ruas dos subúrbios da Zona Norte de uma cidade que já foi chamada de "maravilhosa".

 

 

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